A Grande Guerra, regularmente conhecida como Primeira Guerra Mundial, foi um conflito armado que ocorreu na Europa e em menores proporções na Ásia, África e Oriente Médio. As motivações para o conflito foram várias, os principais foram o nacionalismo exacerbado, os conflitos nas colônias das potências da época e a disputa econômica da Alemanha com a Inglaterra e a França. Nesse período foi feito o molde para a guerra que se seguiria, a Segunda Guerra Mundial e a segunda parte da Guerra dos Trinta Anos, sendo A Grande Guerra a primeira parte.

Essa guerra teve motivações bem antigas, dentre elas, a posse de Alsácia-Lorena, antigo território francês anexado pelo Império Alemão, e a hegemonia inglesa ameaçada pela rápida expansão da Alemanha. Os dois polos que entraram em conflito foram a Tríplice Entente e a Tríplice Aliança; a primeira formada primordialmente pelo Reino Unido, França e Império Russo, consolidando assim antigos acordos existentes entre os países. E a Tríplice Aliança formada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Reino da Itália, que haveria de abandonar a Aliança.

O estouro da guerra se deu com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, sucessor do trono Austro-Húngaro. Seu executor, Gavrilo Princip, foi um membro de ideologia da Jovem Bósnia, um movimento que exigia a separação de territórios eslavos do Império Austro-Húngaro, alguns grupos que foram considerados ideologicamente ligados a Jovem Bósnia foram o Narodna Odbrana e a Mão Negra, ambos grupos considerados nacionalistas sérvios e pan-eslavistas, apesar do próprio Gavrilo Princip ter sido um anarquista radical assumido, ficando assim uma contradição histórica.

A guerra pode ser vista em dois fronts, um lutando pelo oriente, com os otomanos e a Itália, e outro no ocidente, onde a guerra ganhou sua maior repercussão historiográfica por conta das trincheiras, que para muito soldados foi comparado a um ‘inferno na terra’ ou algo assim, sendo lembrado com muito desgosto. Porém, com o esquecimento do palco oriental pela historiográfia mainstream, também fica esquecido os horrores perpetrados na guerra, o genocídio armênio e o genocídio grego, ambos feitos pelos turcos e ocultados, dentro de uma certa medida, pelos vencedores da guerra, tanto que nem nas escolas se toca nesse assunto.

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Execução de Armênios

A Primeira Guerra Mundial teve seu fim, depois de várias batalhas sanguinárias e conflituosas, com a assinatura do Tratado Versalhes, que obrigava a Alemanha a fazer várias concessões de território; e o Tratado de Trianon, que desmantelava o Império Austro-Húngaro totalmente, assegurando assim vários ‘territórios bonecos’ para os vencedores da guerra, que futuramente foram bem utilizados para seus interesses políticos.

Dentre outras consequências do fim da guerra, a Alemanha sofreu com o tratado de Versalhes que acarretou também na entrega da região da Alsácia-Lorena para a França, ceder territórios à Bélgica, Dinamarca e Polônia; entrega de vários navios mercantes a Inglaterra, França e Bélgica; pagar indenização indevida e altíssima aos países vencedores e reduzir a força militar do país a 100.000 homens e sem ter direito a ter veículos de combate como aviões, tanques, submarinos e encouraçados. Isso, nada mais é, que uma atitude de praxe dos vencedores que querem monopolizar os vencidos, tornando-os seus ‘escravos’, fazendo com que a obediência venha até mesmo com violência.

Tendo em vista os resultados e saldos da guerra, deve levar-se em conta o período pós-guerra do momento, onde a recém formada República de Weimar estava sendo completamente subordinada pelos judeus, com seus baratos e sujos comércios, a fome também era grande, e a crise econômica que se seguiu, sem contar as tentativas de aproximação do comunismo, foram a gota d’água para vários alemães, dentre eles, uma figura chamada Adolf Hitler, que viria a liderar a Alemanha com um papel importantíssimo numa revolta contra os interesses globais finalmente identificados e combatidos por uma força estatal, gerando assim a Segunda Guerra Mundial.

“Quanto mais fortes somos, menos provável é a guerra.”

-Otto von Bismarck

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